terça-feira, 25 de julho de 2017

Ninguém ganha de Moro - com O Antagonista

Ninguém ganha de Moro


O juiz Sergio Moro é fenomenal.
Ele é atacado todos os dias por Lula e pela imprensa. Mas sua popularidade permanece inabalável.
64% dos brasileiros o apoiam. Um mês atrás, eram 63%.
Enquanto isso, Lula tem o apoio de 29% e é reprovado por 68%.
Não dá para o cheiro.

Servidores do Executivo custaram quase 100 bilhões em 2016 - com O Antagonista

Servidores do Executivo custaram quase 100 bilhões em 2016


No final da nota divulgada há pouco, o Ministério do Planejamento informa que os 632.485 servidores do Executivo custaram aos cofres públicos em 2016 o total de R$ 96,4 bilhões.
Desse total, 23% dos servidores ganham acima de R$ 13 mil. Outros 20% recebem entre R$ 3,5 mil e R$ 5,5 mil, enquanto 17% têm vencimentos entre R$ 5,5 mil e R$ 7,5 mil.
Gil Castello Branco, da ONG Contas Abertas, acha que o governo deveria reduzir os cargos de confiança. "De um lado, o governo dá reajuste e não diminui o número de cargos de confiança, de outro, anuncia um PDV e corta despesas que inclusive prejudicam a prestação do serviço público. É uma enorme incoerência.

A Europa oriental escolhe a civilização ocidental - Giulio Meotti

A Europa oriental escolhe a civilização ocidental

25 de julho de 2017 - 1:34:19
O povo polonês recebeu Donald Trump de forma calorosa.
Em um discurso histórico diante de uma exultante multidão polonesa, precedendo o início da reunião dos líderes da Cúpula do G20, o presidente dos EUA, Donald Trump descreveu a luta do Ocidente contra o “terrorismo islâmico radical” como forma de proteger “nossa civilização e nosso modo de vida”. Trump perguntou se o Ocidente tinha a determinação de sobreviver:
“Temos a necessária convicção de nossos valores a ponto de defendê-los a qualquer custo? Temos o devido respeito pelos nossos cidadãos a ponto de proteger nossas fronteiras? Temos o desejo e a coragem suficientes de defender a nossa civilização diante dos que querem subvertê-la e destruí-la?”
A pergunta de Trump poderá ressoar na Europa Oriental, lugar escolhido por ele para proferir seu eloquente discurso.
Depois que um homem-bomba assassinou 22 pessoas na saída de um show em Manchester, incluindo dois poloneses, a primeira-ministra da Polônia, Beata Szydło, destacou que a Polônia não seria “chantageada” a aceitar milhares de refugiados segundo as diretrizes do sistema de quotas da União Europeia. Ela urgiu os legisladores poloneses no sentido de protegerem o país e a Europa dos flagelos do terrorismo islâmico e do suicídio cultural:
“Europa, para onde você está indo? Levantem-se dos joelhos e da letargia ou vocês irão chorar todos os dias a morte de seus filhos.
Dias mais tarde, a União Europeia anunciou que começaria os procedimentos com o intuito de punir a Polônia, Hungria e República Checa por se recusarem a aceitar migrantes conforme a determinação de um programa criado pela Comissão Europeia em 2015.
Após o discurso de Szydło, Zoltan Balog, Ministro de Recursos Humanos da Hungria, declarou:
“O Islã é uma cultura e uma religião de grande importância, que devemos respeitar, mas a Europa tem uma identidade diferente e é indubitável que as duas culturas não têm condições de coexistir sem conflitos… A maior diferença é que na Europa, política e religião são separadas uma da outra, mas no caso do Islã é a religião que rege a política”.
É por esta razão que Viktor Orban foi tachado de “inimigo interno da Europa” — porque ele disse com todas as letras, para não deixar dúvidas, o que o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, jamais dirá: “devemos manter a Europa cristã“.
Os discursos proferidos pelas autoridades de Visegrad – grupo europeu formado pela República Tcheca, Polônia, Hungria e Eslováquia – são apenas dois exemplos das profundas divisões ideológicas entre os países da Europa Ocidental e os da Europa Central e Oriental.
Há uma acentuada propensão dos líderes de Visegrad em retratar o Islã como uma ameaça civilizacional à Europa cristã. Se de um lado a Europa Ocidental tem se distanciado drasticamente pela opinião pública e severamente restringida pelas leis da UE, na Europa Oriental as mais recentes pesquisas de opinião revelam que o cristianismo continua tão robusto e patriótico como sempre. É por isso que Trump chamou a Polônia de “nação devota“. É por isso que as revistas católicas dos EUA perguntam abertamente se há um “despertar cristão” na Europa Oriental. A Eslováquia aprovou uma lei para evitar que o Islã se torne uma religião estatal oficial.
Para começar, esses países da Europa Central e Europa Oriental estão cônscios que o multiculturalismo da Europa Ocidental tem sido a receita para os ataques terroristas. Conforme observa Ed West do The Spectator:
“Não são todos os países da Europa. A Europa Central, principalmente a Polônia, Hungria e a República Checa, permanecem em grande medida salvos da ameaça terrorista, apesar da Polônia, mais especificamente, ser um ator da OTAN no Oriente Médio. É precisamente pelo fato das razões para isso serem tão óbvias, é que não se pode mencioná-las. A percentagem muçulmana da Polônia representa 0,1% da população, cujo maioria pertence a uma comunidade tártara estabelecida há muito tempo, a da Grã-Bretanha é 5%, da França 9% e de Bruxelas 25%, sendo que essas cifras estão em franco crescimento”.
O que é, supostamente, “óbvio” é que a Polônia e a Hungria não são atingidas por ataques terroristas islâmicos porque estes países têm pouquíssimos muçulmanos, ao passo que na Bélgica e no Reino Unido acontece o inverso. Provavelmente a Europa estaria mais segura se tivesse seguido o exemplo da Europa Oriental.
A Europa Oriental mostra maior entendimento da cultura ocidental do que a própria Europa Ocidental. Esses países do leste também têm sido bem mais generosos à OTAN, baluarte de sua independência e segurança. A cultura e a segurança andam de mãos dadas: se você levar a sério a sua própria cultura e civilização, você estará disposto a defendê-las.
Um breve olhar para os dispêndios militares dos membros da OTAN em relação ao PIB mostra que a Polônia cumpre com sua obrigação de pagar 2% do Produto Interno Bruto, diferentemente de todos os países da Europa Ocidental. Apenas cinco dos 28 membros da OTAN – os EUA, Grécia, Polônia, Estônia e Reino Unido – contribuem com os 2%. E a França? E a Bélgica? E a Alemanha? E a Holanda?
“Ao contrário da maioria de seus pares da OTAN e da Europa”, Agnia Grigas, membro sênior do Atlantic Council, esclareceu: “a Polônia tem ao longo das duas últimas décadas visto a defesa como uma questão prioritária e, como resultado, emerge lenta e de forma contínua como bastião da segurança europeia”. A Polônia – diferentemente da Bélgica, Itália e outros países europeus – não é um “penetra” e sim um parceiro confiável, aliado dos EUA. A Polônia mostrou lealdade aos Estados Unidos, tanto no Afeganistão como no Iraque, onde suas tropas lutaram contra os talibãs, além de ajudarem a derrubar Saddam Hussein.
Não é por acaso que o presidente Trump escolheu a Polônia, um país que lutou contra o nazismo e o comunismo, para conclamar o Ocidente a mostrar um tantinho de disposição em sua luta existencial contra o novo totalitarismo: o Islã radical.
“O Ocidente continuará desfrutando da vantagem militar por um bom tempo ainda, mas possuir armas é uma coisa, estar disposto a usá-las é outra coisa totalmente diferente”, assinalou William Kilpatrick, professor do Boston College. “O Ocidente é forte militarmente, mas fraco ideologicamente. Falta-lhe confiança civilizacional”.
É por esta razão que é crucial que a Europa Oriental continue a ser uma voz forte de dissidência ao projeto da UE. Ela poderia prover a confiança cultural que falta, tão acentuadamente, aos burocratas europeus – falta esta cujo custo é a própria Europa.

Giulio Meotti, editor cultural do diário Il Foglio, é jornalista e escritor italiano.
Publicado no site do Gatestone Institute – https://pt.gatestoneinstitute.org
Tradução: Joseph Skilnik

Em causa própria | Eliane Cantanhêde


- O Estado de S.Paulo

Congresso prepara ‘surpresas’ contra a Lava Jato e a favor dos parlamentares

O Congresso Nacional já está levando palmadas da Lava Jato, broncas da opinião pública e notas baixas nas pesquisas, mas aproveita o recesso para fazer mais peraltices. Como o Estado vem antecipando, os parlamentares tentam usar a reforma política e a reforma do Código Eleitoral para favorecer os alvos da Justiça, do Ministério Público e da Polícia Federal.

Um dos exemplos mais lustrosos é a tal “emenda Lula”, que aumenta de 15 dias para oito meses o prazo em que os candidatos às eleições já de 2018 não podem ser presos, a não ser em flagrante delito. Oito meses é uma eternidade. Principalmente para cometer crimes impunemente.

Quem assume a ideia é o relator da comissão especial da reforma política, deputado Vicente Cândido (PT-SP), e fica evidente a intenção de garantir duas blindagens para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o único nome que os petistas de fato consideram para 2018. De um lado, dificultaria a prisão de Lula. De outro, garantiria a sua candidatura.

O argumento de Vicente Cândido é realista: caso aprovada, a mudança não beneficiaria apenas Lula, mas dezenas, ou centenas, de candidatos que estão com a PF, o MP e a Justiça no cangote. Logo, ele prevê um acordão para a votação em plenário. E nós, o que prevemos? Que haverá dezenas, ou centenas, de candidatos pintando e bordando por aí, ilesos.

A outra bondade coletiva gestada no Congresso, conforme o Estado de ontem, é numa outra comissão, a do Código de Processo Penal. Se nunca aprovou e até articulou estraçalhar as dez medidas anticorrupção sugeridas por procuradores, a Câmara agora tenta partir para cima de três pilares da Lava Jato: a delação premiada, a prisão preventiva e a condução coercitiva.

O relator é o deputado João Campos (PRB-GO), que pretende apresentar seu parecer em agosto, para votação em plenário já em outubro. Isso, claro, é só uma esperança dele e dos interessados diretos, que temem justamente as delações, prisões e conduções coercitivas. É improvável, porém, que haja clima para passos tão ousados na contramão da opinião pública.

Além dessas mudanças, há outras no Congresso sob encomenda para favorecer os próprios parlamentares. Exemplo: o projeto de parcelamento e perdão de dívidas tributárias e previdenciárias. Pois não é que os deputados e senadores que vão votar esse negócio de pai para filho devem R$ 532,9 milhões à União? Se isso não é legislar em causa própria, é o quê?

Essas iniciativas caracterizam o típico corporativismo, ou espírito de corpo, já que a maioria dos partidos (incluindo todos os maiores) e grande parte da Câmara e do Senado são atingidos pela Lava Jato e temem as novas delações que estão sendo negociadas principalmente com a Procuradoria-Geral da República, mas também com a Polícia Federal – caso do publicitário Marcos Valério, pivô do mensalão.

Não custa lembrar que iniciativas anteriores para livrar políticos ou para limitar as investigações não deram certo. A gritaria da sociedade foi mais forte e os parlamentares foram obrigados a voltar atrás na descaracterização das dez medidas anticorrupção, na nova lei de combate ao abuso de poder e na inclusão de parentes de políticos nas benesses da repatriação de recursos ilegais no exterior.

Ou seja, por enquanto, as ideias das comissões são apenas ideias, rascunhos que podem ser muito bem alterados antes de ganharem corpo e serem submetidos aos plenários para virarem lei. E não serão aprovadas se a sociedade, escaldada que está, ficar alerta e de olho vivo. Mais uma vez, é melhor prevenir, enquanto são só projetos, do que chorar sobre o leite derramado, depois da aprovação no Congresso.

A DECISÃO DP STF QUE PODE AFASTAR LULA - O ANTAGONISTA

A decisão do STF que pode afastar Lula


Renan Calheiros pode tirar Lula da disputa em 2018.
Hélio Schwartsman, da Folha de S. Paulo, explica:
"A ADPF 402, aquele julgamento no Supremo em que se tentou tirar Renan Calheiros do comando do Senado no ano passado, também poderá impedir Lula de concorrer.
Esse foi um juízo particularmente confuso cujo acórdão ainda não saiu publicado. A única coisa que ficou clara por enquanto é que a maioria dos juízes entendeu que, por força do artigo 86, § 1º, I da Constituição, réus não podem assumir a Presidência da República. Os magistrados até permitiram que Calheiros continuasse comandando a Casa, desde que fosse excluído da linha sucessória.
Ora, se um réu em processo criminal não pode assumir a Presidência nem mesmo interinamente, dá para argumentar que tampouco poderia fazê-lo na condição de titular".
Hélio Schwartsman termina sua coluna dizendo:
"De minha parte, preferiria ver Lula concorrendo e sendo derrotado nas urnas. O país que reelege o partido cujas políticas econômicas provocaram a pior recessão da história sem que a legenda tenha ao menos feito uma autocrítica provavelmente merece os dissabores que experimenta".
O argumento é equivocado. Só existe democracia quando as leis são cumpridas.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Luiz Felipe Pondé: "Os ingênuos creem em 'idealismos' contra a monstruosa realidade"


Luiz Felipe Pondé: "Os ingênuos creem em 'idealismos' contra a monstruosa realidade"


Ricardo Cammarota/Editoria de Arte/Folhapress
Ilustração da coluna de Luiz Felipe Pondé da Ilustrada de 24/7/2017
Folha de São Paulo


Lembro-me que a primeira vez que li a Bíblia, por volta dos 13 anos de idade, achava estranho Abrãao, um dos heróis de Deus, referir-se a si mesmo dizendo "Eu, que sou pó e cinzas...".

Com o passar dos anos, fui cada vez mais entendendo como esse autorreconhecimento, na verdade, era o passo necessário e eficiente (como se diz na mais alta filosofia) para o restante do enredo: a convivência com o Deus de Israel só é possível se você fizer a experiência "esmagadora" da verdade de si mesmo.

Esse é o preço para se viver ao lado do Santo. Sendo Ele pleno, e nada resistindo a esta plenitude, a única forma de plenitude possível aos seu heróis era o reconhecimento de sua própria insuficiência. Perceber-se insuficiente é uma libertação.

Daí decorre muito do mau entendimento desse enredo e de seus personagens. A suposta "humilhação" que muitos pensam ver na relação com o Deus de Israel é apenas fruto de má leitura, ou de pouca leitura, ou, simplesmente, como diria um dos meus filósofos preferidos, Santo Agostinho (354-430), "orgulho, revolta e cegueira".

Parece-me que a correta interpretação dessa confissão de insuficiência presente na imagem de "pó e cinzas" é o encontro libertador com a humildade. Georges Bernanos (1888-1948), outro autor que me forma intelectualmente e espiritualmente continuamente, dizia que a humildade é, de todas as virtudes, a única imbatível.

Abraão, ao se reconhecer como pó e cinzas, simplesmente, encontrava sua libertação definitiva. A humildade bíblica é a mais profunda forma de libertação já descrita na literatura ocidental. O "rochedo da humildade" é imbatível como experiência existencial e espiritual.

A libertação não habita a boçalidade da assertividade treinada em workshops movidos a ressentimento "caché" (em francês, é mais chique dizer "escondido"). 

Nem tampouco em fórmulas neurolinguísticas a serviço desse pequeno ditador chamado "eu". Menos ainda em formas de espiritualidade quântica para consumo.

Diante desse fato, sinto-me um pouco como o filósofo judeu russo Lev Chestov (1866-1938), que se dizia um ateu convicto de que a mensagem bíblica é essencial para o conhecimento do lugar do homem em constante busca de dar sentido a uma vida em si insustentável.

Os ingênuos creem nas mais distintas formas de "idealismos", como dizia Chestov, contra a monstruosidade da realidade. "Sofremos a existência" e narrar esse sofrimento talvez seja a forma mais sublime de sinceridade que alguém que tem como profissão a escrita pode ter para com seus semelhantes.

Outro russo, filósofo também, Nicolas Berdiaev (1874-1948), influenciado diretamente por Dostoiévski (1821-1881), como Chestov, via a aventura espiritual humana como um combate entre o Nada do qual fomos tirados, e que nos habita intimamente, e a possibilidade de sermos criadores, como o Criador.

Para isso, a coragem de fugir da "cotidianeidade" banal é essencial. Essa banalidade se dá por meio de uma vida vivida com o espírito de rebanho, longe da "aristocracia espiritual" de que tanto falou Berdiaev, conceito retirado de Nietzsche (1844-1900), claro.

A vida espiritual como enfrentamento desse Nada, manifesta-se, entre outras formas, na superação do orgulho moral, traço clássico das almas ressentidas, incapazes de reconhecer o "nada do pecado" em si mesmas. Ao contrário do que prega nossa vã teologia da autoestima espiritual, o pecado é um dos conceitos mais libertadores na tradição ocidental.

A beleza de Deus nos impacta de formas distintas. Nosso vazio enxerga Deus melhor do que nosso orgulho. A passagem do Novo Testamento, em que Jesus está ao lado de dois ladrões no Gólgota, é paradigmática. Enquanto um, o mau ladrão, exige que Jesus use seus "superpoderes" de filho do Deus todo poderoso para tirá-los da cruz, o outro, o bom ladrão, pede que Jesus simplesmente se lembre dele, um ladrão que merece a cruz, quando entrar em Seu reino.

Por isso, no judaísmo, na oração "Nosso Pai e nosso Rei", falada no Dia do Perdão, se diz: "zachur ki afar anáchnu": Lembra-Te de que nada mais somos do que pó

O vídeo com apoiadores de Lula mostra a ignorância dos que ainda defendem o bandido - Marcelo Faria


O vídeo com apoiadores de Lula mostra a ignorância dos que ainda defendem o bandido

   
Na última quinta-feira (20), um ato convocado por diversas entidades de esquerda para apoiar Lula reuniu apenas 8 mil pessoas na Avenida Paulista, em São Paulo. E um vídeo feito pela Caneta Desesquerdizadora durante o ato mostra o nível de ignorância daqueles que ainda vão às ruas apoiar um criminoso como Lula.
Do “militante” que só está na rua porque participa de uma “ocupação” (invasão) do MTST (Movimento dos “Trabalhadores” Sem Teto) e pede para falar com a “diretoria” sobre o motivo dele estar na rua até aquele que se “informa” por meio dos “blogs sujos” (como ele mesmo definiu), as imagens mostram o show de horrores que se tornou a esquerda brasileira e como o apoio à Lula se restringe basicamente a um conjunto de pessoas ignorantes e aproveitadores.
O desfile de bobagens inclui quem acredita que “privatizar faz mal ao Brasil” (como se o ideal fosse deixar empresas estatais bilionárias nas mãos de políticos e burocratas, normalmente corruptos), que Sergio Moro foi “treinado nos EUA” e está “perseguindo Lula para evitar que ele seja candidato”, que há “mãos americanas no golpe contra Dilma” (incluindo o McDonald’s, que “tomou conta” do Brasil) e que “a direita não foi condenada” (citando Aécio Neves, como se um social-democrata fosse “de direita” e como se fosse possível a Sergio Moro condenar um senador com foro privilegiado).
As imagens também mostram o pouco apoio que as pautas de Lula e seus comparsas possuem. Mesmo com alguns milhares de ignorantes no ato, houve poucos gritos a favor do “Fora Temer”, do “Eleições sem Lula é fraude”, da “reação ao avanço da direita” e outras bobagens similares. Quando se compra “apoiadores” com sanduíches, promessas de casa própria (paga com o dinheiro dos reais trabalhadores) e imposto sindical, o resultado é esse: pessoas apáticas que se limitam a dançar ao som de batuques e ouvir caladas as porcarias ditas do alto de um carro de som.
Das falas de pseudo “líderes sociais” que não lideram ninguém, cabe destacar a gritante e estridente representante da UNEafro (“União de Núcleos de Educação Popular para Negras/os e Classe Trabalhadora”). De acordo com ela, a condenação de um bandido branco, hetero, rico (até o momento quase 10 milhões de reais em dinheiro bloqueados pela justiça) e com três apartamentos e um sítio foi “racista, machista, elitista e classista”. Mais sem sentido, impossível.
Por fim, cabe salientar o eterno apoio a ditadura socialistas (classificadas como “governos populares”) como a Venezuela, a tara pela “influência dos Estados Unidos” e as mentiras contadas para sustentar o apoio ao bandido Lula. Uma das entrevistadas chega a dizer que “não terá mais 30 dias de férias” (com a reforma trabalhista) apenas para afirmar, segundos depois, que já está aposentada; e que foi graças ao governo Lula que ela “arranjou um emprego, fez uma faculdade e se aposentou”, como se fosse possível fazer as três coisas em oito anos.
Em resumo, esse é o retrato dos poucos que ainda apoiam Lula: um show de ignorância, mentiras, militância paga e muitos discursos inflamados para pessoas apáticas. Com a diferença que, agora, há aqueles capazes de mostrar em vídeo o que a mídia – amplamente a favor da esquerda – quer esconder de você.

A VERDADE INCONVENIENTE DE WASHINGTON OLIVETTO: “EMPODERAMENTO FEMININO” É CLICHÊ DE BAIXO NÍVEL INTELECTUAL Flavio Morgenstern

O publicitário Washington Olivetto fala uma verdade sobre o empoderamento feminino: é só uma modinha oca para ser repetida sem inteligência.
Washington Olivetto, um dos maiores publicitários do mundo, que já foi seqüestrado pela guerrilha de extrema-esquerda FARC, ligada ao PT, e alguém que, ao contrário da média das entrevistas do Brasil, sempre consegue nos fazer pensar em algo novo a cada resposta, fez uma bela análise da onda da censura politicamente correta em entrevista à BBC. Falando do “empoderamento feminino”, comentou que é um “clichê constrangedor” do mesmo nível de “beijo no coração”.
Ou seja, “empoderamento feminino” é uma modinha. Uma cantilena a ser repetida roboticamente. Um bordão de publicidade fraca. Um pastiche sem conteúdo para apascentar o vulgo. Um refrão para marcar uma tribo de poucos brios sinápticos. Um slogan de política tosca que aqueles que refletem pouco ruminam e regurgitam sem a menor consciência de quanto são subservientes.
O povo do empoderamento feminino não gostou. A declaração óbvia de Washington Olivetto parece que as deixou sem poder. Nenhuma prova material no mundo poderia ser maior de que Washington Olivetto está certo, já que simplesmente uma única pessoa no mundo deixa de reconhecer que repetir “empoderamento feminino” sirva para alguma coisa, e as repetidoras sentiram-se com menos poder.
A publicidade é uma técnica de comunicação condensada. Washington Olivetto tem como grande brio nesta arte o fato de sempre ter vendido produtos fazendo com que as pessoas pensassem, e não subrepticiamente (como, aliás, é feito com o bordão do “empoderamento feminino”). É o que o próprio Olivetto diz: “Tudo poderia estar na comunicação se tivesse vida inteligente, se fosse feito de forma inteligente.”
Conjugando muitos elementos em pouco conteúdo, como um comercial ou um outdoor, a publicidade, como a poesia, está sujeita a um sem número de interpretações distintas por parte de seu público. Por conta disso, está sempre em diálogo com temas complexos da sociedade. Washington Olivetto conta como já colocou negros em destaque e até mesmo um transexual. Mas sem os clichês constrangedores: “Isso pode ser feito de maneira oportuna ou oportunista, essa é a grande questão.”
Olivetto explica seu pensamento: “É a ideia que provoca aquele efeito de ‘como não pensei nisso antes’, (…) é algo que tem a ver com o produto e com seu consumidor”. O que ficar repetindo o refrão do empoderamento feminino tem a ver com o público? Com o Brasil? Com, ehrr, as mulheres de carne e osso, e não as patricinhas que gastam a tarde no Twitter?
Poucos diagnósticos podem ser mais precisos do que o seu para o clima atual da mentalidade, sobretudo diante da censura do politicamente correto:
Nos últimos anos, aconteceram outras coisas, incluindo duas que considero muito ruins: surgiu fortemente a presença do politicamente correto, que muitas vezes é bem-educado, mas é chato; e a detecção do politicamente incorreto, que às vezes é engraçado e mal-educado.
No meio disso, tem um negócio que batizei de politicamente saudável, que são ideias que tenham irreverência, senso de humor, mas respeitem a inteligência das pessoas.
Aos apressados que se impressionam com palavras, sem auscultar-lhes o significado pragmático, Washington Olivetto não vocifera contra o politicamente incorreto, e sim reclama da falta de educação, seja da parte da patrulha, seja da típica população. Que consciência pode haver de cada lado, se o diálogo civilizado – incluindo a publicidade, feita para vender – se dá apenas repetindo-se patrulha ou baixarias sem consciência?
Apesar do que querem os politicamente corretos e o povo do clichê do “empoderamento feminino”, a estrutura da realidade não foi nem arranhada pelo reducionismo que adotaram para explicar a vida concreta, como Washington Olivetto esclarece:
No fundo, muita coisa não mudou. Olha, 99,9% das mulheres no mundo gostariam de namorar com um homem bonito, inteligente, charmoso, rico, simpático, bem humorado e bom de cama. Agora, se um rapaz convidar uma moça para jantar e falar ‘você já reparou como eu sou bonito, rico, charmoso?’, ela vai responder ‘na verdade, você é um babaca’. Se ele, sem dizer nada disso, conseguir passar tudo isso, ela vai se encantar. É exatamente isso que faz a boa publicidade.
Publicidade não vende, cria predisposição de compra. Quem vende é o dono da marca. Para criar predisposição você tem que ser sedutor.
Washington Olivetto, "Meu primeiro sutiã"Nada pode explicar mais a idéia de empoderamento feminino do que isso. Ninguém berrando “empoderamento feminino!” por reflexo, para pertencer a um grupinho, está realmente empoderado. Nenhuma patrulha do mundo, megafone numa mão e barbeador na outra, vai dar poder às mulheres, embora elas se sintam dentro de um grupo (um shibboleth enganador).
Por mais que queiram ser grandes mulheres – e, para tal, precisem ser grandes pessoas–, nenhuma patrulhadora pentelha consegue ser alguém admirável dizendo que tem poder. Que busca poder. Que quer uma sociedade de poder melhor distribuído. É uma corda bamba entre a chatice que só deixa a coitada ainda mais revoltada e o comunismo.
Por isso Washington Olivetto fala dos “clichês constrangedores”, e poucos ainda notaram que, afinal, tais clichês são crias da publicidade, que gente que se acha inteligente, “crítica” e “pensando com a própria cabeça” crê que pensou sozinha:
Outra coisa insuportável que a publicidade cria ciclicamente, que a sociedade cria, são clichês constrangedores do tipo “pensar fora da caixa”, “quebrar paradigmas”, “desconstruir”, agora o “empoderamento feminino”. Que são todos primos-irmãos de um baixo nível intelectual, são primos-irmãos do “beijo no seu coração”. A gente tem que fugir desses clichês.
As pessoas ciclicamente saem repetindo essas loucuras. Eu brinco aqui, “se alguém falar em quebrar paradigma, vou jogar pela janela. Deixa o coitado do paradigma lá”.
Quando você não tem inteligência, copia pessoas inteligentes. Como o mesmo não pode ser feito com a beleza ou com o carisma (oh, dura e pontiaguda estrutura da realidade…), para se sentirem poderosas, algumas pessoas com baixa capacidade intelectual, sem muitas conquistas e criações na vida e, sobretudo, sem nada em si próprias que seja admirável repetem o clichê, não para serem, mas para se sentirem “poderosas”. Como se alguma mulher empoderada na Via Láctea falasse que é empoderada. Como expõe Washington Olivetto, “empoderamento feminino se pratica, não se prega.”
Vale lembrar o belo dito de Margaret Thatcher, que resume as duas situações: “Ser poderoso é como ser uma dama. Se você precisa dizer que você é, você não é.”
Washington Olivetto, publicitárioÉ curioso como a publicidade – e a TV, e as novelas, e a moda, e tudo isto elevado à enésima potência na era de redes sociais e hashtags – faz com que as pessoas repitam inconscientemente alguma coisa, e hoje, para que gente intelectualmente fraca se sinta inteligente, repetem acerebradamente que são poderosas, inteligentes, críticas, bonitas, interessantes, admiráveis. São apenas as chatas que não são nada disso. E se tornam ainda mais ignoradas pela parcela interessante (e na qual se interessam) da humanidade exatamente ao comprar os clichês constrangedores da ideologia.
E a ideologia atual é a de controle absoluto. É a da censura disfarçada de “poder ao povo”. A própria jornalista da BBC (e quem hoje defende mais censura do que jornalistas?) é pega caindo no desejo de submissão:
BBC Brasil – Mas para uma parte das mulheres esse tipo de propaganda seria inaceitável em qualquer meio, porque você está comparando uma mulher a um Porsche.
Olivetto – Mas aí você tem que cancelar a vida. Se partir desses princípios, você cria um mundo totalmente antisséptico. Vai chegar à conclusão dos caras do Fahrenheit 451 (romance de Ray Bradbury), que vale a pena queimar os livros.
A verdade pode nunca ser mais clara do que a mentira, mas a realidade sempre ganha da irrealidade.
Ademais, alguém aí havia notado (“como eu não pensei nisso antes?”, como alertou Washington Olivetto) que falar em empoderamento feminino é a mesma coisa que repetir clichês e bordões como “beijo, me liga” ou “loucura, loucura, loucura”? O funcionamento por desejo mimético é o mesmo. O público-alvo também: a dona-de-casa que repete “não é brinquedo, não” porque viu na novela é a pós-adolescente youtuber do “empoderamento feminino” depois que passa na faculdade. Modinhas.
O maior empoderamento feminino foi terem um clichê feminino para chamar de seu. Não era justo que só homens pudessem virar os tiozões do pavê.
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sábado, 22 de julho de 2017

'O governo deveria rever o reajuste dado aos servidores' Alexa Salomão - O Estado de S.Paulo

'O governo deveria rever o reajuste dado aos servidores'

Alexa Salomão - O Estado de S.Paulo


Felipe Salto
Reformas. Para Felipe Salto, se não se repensar a Previdência, não há luz no fim do túnel  Foto: Agência Brasil
Se não tivesse dado reajuste salarial aos servidores e optasse por suspender parte dos benefícios tributários, o governo poderia ter evitado o aumento de impostos, anunciado na semana passada. Essa é a avaliação do economista Felipe Salto, diretor da Instituição Fiscal Independente (IFI), entidade ligado ao Senado, criada justamente para monitorar as contas públicas. “Se o governo tivesse revertido metade do gasto tributário, o déficit fiscal estaria próximo de zero”, diz. A seguir, trechos da entrevista.
O sr. fala da necessidade de aumentar tributos desde que o governo assumiu. A demora em tomar essa decisão prejudicou a evolução das contas públicas?
Na verdade, o aumento de impostos e contribuições tornou-se necessário por causa da complexidade do ajuste fiscal. No ano passado, foram aprovados reajustes salariais para o serviço público. Se nada for feito para mudar a dinâmica dessa despesa – que é uma das mais importantes no Orçamento geral da União – ela crescerá 1% acima da inflação, anualmente, pelos próximos 30 anos.
Pelo que o sr. está dizendo, seria o caso de, na atual conjuntura, rever os aumentos salariais?
Se fosse possível politicamente, o governo deveria rever o reajuste. Seria uma alternativa com efeito fiscal e que ajudaria a dar legitimidade ao ajuste.
Serão necessários novos aumentos de tributos?
Difícil antecipar. O desafio está posto: ajustar estruturalmente o lado da despesa e promover uma reforma tributária mais profunda, o que demandará tempo.
Muitos economistas agora dizem que faltou ajuste de curto prazo. O sr. concorda?
Quando o chamado teto de gastos foi anunciado, no ano passado, eu e Mônica de Bolle (economista e pesquisadora do Instituto Peterson de Economia, em Washington) escrevemos artigo indicando que a direção da medida era boa, mas que não atendia à necessidade de apagar o incêndio, isto é, de resolver o curto prazo.
Qual seria a melhor estratégia daqui para frente?
No último relatório de acompanhamento fiscal da IFI, mostramos que o gasto tributário (aquilo que se deixa de arrecadar em razão de desonerações) deve superar a marca de 4,5% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2017. Se metade desse valor tivesse sido revertido, com todos os outros fatores mantidos constantes, o déficit primário, hoje, seria muito mais brando, próximo de zero. Agora, antes de se pensar em ajustes maiores, do lado da receita, é preciso fazer a lição de casa do lado das despesas. Os gastos discricionários, que incluem investimentos, estão caindo a 37,3%, em termos reais, em relação a 2016, quando tomado o período de janeiro a maio. Há espaço para melhoria de eficiência e combate a preços excessivos nos contratos públicos, mas sem mudanças estruturais nas despesas obrigatórias, o ajuste não sairá do papel.
O sr. diria que o governo tem feito a sua parte?
No tocante ao resultado fiscal do governo, quando excluímos as contas da Previdência, já houve uma recuperação importante. O resultado sem receitas e despesas previdenciárias já está positivo. O buraco, no entanto, é muito grande. As melhorias que ocorreram foram insuficientes.
Qual é o cenário, então, com e sem reforma da Previdência?
Sem repensar Previdência, não haverá luz no fim do túnel. A regra do teto de gastos (que limita as despesas de um ano ao crescimento da inflação do ano anterior) dificilmente será cumprida. Agora, é bom que se diga: apenas a reforma da Previdência não é suficiente. Teremos de combinar medidas do lado das receitas e das despesas. A dívida pública ainda crescerá por vários anos. No cenário pessimista traçado pela IFI, a dívida poderá atingir 100% do PIB entre 2021 e 2022. Seria um quadro de insolvência do Estado.
A situação pode ficar tão grave assim?
No cenário mais provável, em que a sociedade e o Congresso consigam encaminhar mudanças mínimas. Mas a dívida – ainda assim – avançaria dos atuais 72,5% do PIB para 92,4% do PIB, em 2023, passando então a ficar estável e, em seguida, a cair lentamente. O quadro vivido hoje pelo País é o mais preocupante de sua história. A economia ainda não dá sinais evidentes de recuperação. Não há recuperação das contratações, que seguem caindo. Juros e câmbio parecem controlados, mas os juros reais ainda estão muito acima do desejável. Demorará anos para que o Brasil tire, para valer, o pé da lama.

Como o governo poderia ter evitado aumentar imposto - com O Antagonista

Como o governo poderia ter evitado aumentar imposto


O governo poderia ter evitado o aumento de imposto sobre combustíveis se não tivesse dado reajuste salarial aos servidores e optasse por suspender parte dos benefícios tributários.
Essa é a avaliação do economista Felipe Salto, diretor da Instituição Fiscal Independente (IFI), entidade ligado ao Senado, criada justamente para monitorar as contas públicas, segundo o Estadão.
"No ano passado, foram aprovados reajustes salariais para o serviço público. Se nada for feito para mudar a dinâmica dessa despesa – que é uma das mais importantes no Orçamento geral da União –, ela crescerá 1% acima da inflação, anualmente, pelos próximos 30 anos", diz Salto.
Pelo visto, o governo preferiu irritar todos os pagadores de impostos de uma vez a despertar especificamente a ira dos servidores.

"Por que sustentamos calados um Estado inchado e ineficiente que mete a mão no nosso bolso?", por Ruth de Aquino



Epoca


O arauto do desastre



“Estamos tratando com seriedade o dinheiro do pagador de impostos, disse o presidente Michel Temer ao anunciar o temível aumento de imposto que nos empobrecerá ainda mais. “São tantos feitos administrativos que a garganta acaba falhando”, afirmou Temer, emocionado consigo próprio. Criticou “os arautos do desastre”, que são todos aqueles que não vivem em sua ilha da fantasia. O impacto na bomba de gasolina é a pauta-bomba da semana.

Quando vejo a nova versão confiante de Temer, esculpida na compra explícita de apoio no Congresso para se manter presidente e longe do alcance da Justiça, eu me pergunto se a doença do cinismo é incurável e hereditária no Brasil. Passa de partido a partido, de governo a governo, sem pedido de desculpas. Convivemos com escaramuças fiscais, jurídicas e linguísticas, com promessas descumpridas. E, agora, escutamos novidades velhas. Um exercício de marketing desesperado. Os R$ 344,3 milhões prometidos para a saúde bucal deveriam ser “realocados” para a saúde mental dos governantes brasileiros. Eles descolaram da realidade.

Lembro ao leitor, perdido na guerra dos números e dos gráficos: a meta do governo Temer é um déficit de R$ 139 bilhões. Como fazer o povo entender isso? Qualquer pessoa honesta se deprime com o nome sujo na praça, ao não conseguir pagar uma conta. Mas Temer continua a rir depois de pagar R$ 1,8 bilhão pela cumplicidade de parlamentares na forma de emendas. O aumento do imposto na gasolina, etanol e diesel – e a alta resultante no transporte e nos alimentos – são nosso sacrifício para ajudar Temer a cumprir sua meta deficitária. O aumento não cobrirá o rombo extra do rombo original. O que ainda virá por aí? Provavelmente a CPMF.
Temer e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, esperam boa vontade, solidariedade, compreensão. Esperam que o cidadão, assaltado por bandidos cotidianamente, também aceite ser assaltado por um Estado inchado, ineficiente, incapaz. O governo é o grande “arauto do desastre”. Temer pede aos bobos da Corte que tenham “o que é muito comum nos brasileiros, o otimismo extraordinário”. O senhor não tem lido as pesquisas, presidente. O que existe hoje é um “pessimismo extraordinário”, com base na realidade.

A vida das famílias dos ministros, senadores e deputados não mudou com a crise econômica. Todos recebem em dia não só os salários, mas as mordomias. A vida melhorou para todos os que receberam benesses para suas emendas, quando Temer abriu o cofre público para comprar consciências e se garantir no Palácio do Jaburu, com seu misturador de vozes em ação.

A Fiesp, Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, publicou anúncio intitulado “O que é isso, ministro? Mais impostos?”. O texto sublinha os motivos do pessimismo brasileiro. “Aumento de imposto recai sobre a sociedade, que já está sufocada, com 14 milhões de desempregados, falta de crédito e sem condições gerais de consumo. Todos sabem que o caminho correto é cortar gastos, aumentar a eficiência e reduzir o desperdício.”
O Brasil é um país esquizofrênico. Enquanto no estado do Rio de Janeiro tem servidor na fila para pegar cesta básica porque não recebeu o 13º de 2016, nem maio nem junho, o governo Temer aumentou em R$ 12 bilhões seus gastos com pessoal, 11,8% acima da inflação. Chega de pagar o pato.

Há uma palavra, entre tantos clichês da macroeconomia, que me dá calafrios. É o “contingenciamento”. Dos gastos do governo, 90% são obrigatórios. As obrigações deveriam mudar, para o Brasil ser mais justo. Meirelles afirma ser favorável ao corte de gastos, “mas a máquina pública tem de funcionar”. A máquina pública não funciona, ministro!

Vários órgãos do governo, entre eles a Câmara dos Deputados, estouraram o teto de gastos. Temos cerca de 30 ministérios com quase 100 mil cargos de confiança e comissionados. Pagamos aluguéis, passagens, diárias, saúde, beleza e educação dos poderosos. O funcionamento da Câmara e do Senado custa R$ 28 milhões por dia, mais de R$ 1 milhão por hora, informa a ONG Contas Abertas, do economista Gil Castello Branco. Por que pagamos viagens de Dilma Rousseff e outros ex-presidentes? Dilma gastou R$ 520 mil neste ano em viagens para contestar o impeachment. Nós gastamos. Lula, Collor, Fernando Henrique Cardoso, Sarney também têm suas viagens financiadas pelo povo.
Por que sustentamos calados um Estado que mete a mão no nosso bolso sempre que está em apuros e que continua inchado, ineficiente e incapaz? As autoridades ainda riem nas fotos, como o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, que não sabe de nada, inocente, por estar desligado num spa de luxo. É absurdo, escandaloso. Nessa guerra de tronos, enredo e atores precisam mudar.